Projeto Ciranda


Assistência psicológica a vítimas de violência.

 

O QUE É

OBJETIVOS

PÚBLICO ALVO

POR QUE?

 

 

O QUE É

O projeto Ciranda tem como foco o acompanhamento psicológico de crianças, adolescentes e suas famílias que tiveram violação de direitos por terem sofrido violência física, psicológica/moral, sexual, maus-tratos e negligência.Também promove a cultura de paz por meio do engajamento de crianças e adolescentes, lideres e educadores no processo de prevenção e ruptura do ciclo de violência.

 

OBJETIVOS

  • Prestar assistência psicológica à crianças e adolescentes em situação de ameaça ou vitimas de maus-tratos, negligência e abandono, de violência física, de violência sexual e de violência psicológica/moral (bullying/ciberbullying).
  • Orientar e acompanhar as famílias de crianças e adolescentes vítimas de violência.
  • Planejar e executar ações no campo da prevenção da violência visando reintegração e reabilitação de vítimas e seus agressores no núcleo familiar.
  • Planejar e executar ações no campo da prevenção da violência em escolas e equipamentos de saúde visando a sensibilização e multiplicação de agentes da cultura de paz.

 

PÚBLICO ALVO

O Projeto Ciranda beneficia crianças, adolescentes e seus familiares, agentes ou vítimas de violência, encaminhados pelas Varas criminais da Infância, Delegacias, Conselho Tutelar, Sistema Judiciário, Rede Sócio-Assistencial, Rede de Saúde, Instituições de Acolhimento, Escolas Públicas, e Instituições comunitárias das subprefeituras de Pinheiros, Lapa, Butantã e Santo Amaro.

 

POR QUE?

A violência contra crianças e adolescentes se manifesta de múltiplas formas, pode se prolongar durante todo desenvolvimento da infância e adolescência e abrange todos os contextos sociais exigindo medidas preventivas urgentes para sua redução além do fortalecimento do papel das famílias e das comunidades como agentes de proteção. Algumas formas de violência contra crianças são socialmente aceitas, tacitamente toleradas ou não encaradas como abusivas. Isto porque as vítimas são muito jovens e muito vulneráveis para denunciar o abuso ou o sistema legal-protetivo falha na resposta.
As crianças que foram gravemente maltratadas, negligenciadas, espancadas, abusadas ou exploradas sexualmente são afetadas em termos de desenvolvimento afetivo-amoroso, têm dificuldades de aprendizagem, desempenho escolar fraco, baixa autoestima, sofrem de depressão, têm comportamentos de risco e de autoagressão, podem ser agressivas, ser transgressoras e ter dificuldade de inserção social.
À medida que as crianças crescem tornam-se mais vulneráveis a outras formas de agressão como a violência praticada pelos seus pares e parceiros íntimos, os ataques físicos entre colegas, o bullying/ciberbullying. A violência se estende também à escola e à comunidade.
Grande parte da violência contra crianças é praticada por aqueles que têm a responsabilidade de cuidar delas, ou com quem interagem diariamente. Por esta razão, independentemente do tipo de violência sofrida ou das circunstâncias que a rodeiam, a maioria das vítimas tende a manter a situação em segredo e nunca procura apoio contribuindo para a perpetuação da violência, às vezes ao longo de gerações.
O acolhimento e tratamento de vítimas são prioritários, mas podem incluir, quando necessário, o aconselhamento ao agressor familiar, por ser suporte afetivo da criança/adolescente. O tratamento dos efeitos traumáticos da violência para as crianças, adolescentes e suas famílias tem como objetivo minimizar o sofrimento e evitar o aparecimento de patologias mais graves e a reincidência da violência.